Dependência Química: Visão Finalista

Embora a visão causalista também deva ser considerada, na abordagem psicoterapêutica do dependente químico é de grande valor a abordagem finalista (teleológica). O foco na libertação (visão prospectiva) da dependência química tem se revelado mais eficiente do que a investigação das causas (visão retrospectiva).

A busca de “si mesmo” já vem determinada na alma humana, fazendo com que conscientemente ou não, busquemos esse estado de plenitude constantemente movidos pelo impulso do contínuo ultrapassar-se. Não se trata de uma tentativa “de evasão”, mas…  “de encontro”. O caminho legítimo para esse auto artesanato requer o reconhecimento e transformação de nossas inadequações pessoais.

A auto realização implica em bem estar, deparados nas vidas dos que desenvolveram um adequado grau de inteligência espiritual por entenderem que todos possuímos a mesma natureza e que, em consequência, estamos todos interligados em “rede” e seremos afetados pelas deformações que porventura causarmos à mesma.

Questionar um destino realizável é muito positivo para o enfermo. Não perguntamos porque se está doente, mas para que se libertará. Não curar de algo, mas para algo. Não conscientizá-lo do que é, mais do que deve, pode e há de ser!

Lembramos que fatores enxoginos podem estar presentes e combinados como cofatores ou consequências (melhor do que causais), como também os de ordem social e cultural, como a influência do exemplo.

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