Terapia Para Casais: Processo de Individuação

É natural que, possuindo o homem uma alma feminina a partir da puberdade, que estava projetada na mãe, inicie um processo lento e gradativo de transferência dessa projeção para uma mulher do mundo. O contrário também ocorre com a mulher que, possuindo uma alma masculina, realiza o mesmo processo da retirada da projeção do pai para um homem do mundo.

Os tipos psicológicos de ambos serão determinantes na escolha dos referidos parceiros, já que a busca inconsciente da completitude fará com que um procure no outro seu oposto. É exatamente por esse motivo que, com a rotina da vida em comum, cada um inicia a tarefa de tentar modificar o outro. O marido tenta ditar normas visando moldar a mulher de acordo com os interesses ditados pelo seu tipo psicológico e consequente mundividência e, por sua vez, a mulher age da mesma forma.

Quando a verdade desse fenômeno é aceita por ambos, a ilusão de que o casamento é um fim em si mesmo é gradativamente desfeita e cada um toma a consciência de que deve integrar à sua consciência a contrapartida projetada e, a partir daí, o casamento passa a ser compreendido não como um fim em si mesmo, mas como um meio de se chegar a um fim.

Jung entendia a individuação como um processo que significava tornar-se um ser único, alcançar uma singularidade profunda, tornando-nos o nosso próprio Si-Mesmo. Esse processo ocorreria a partir da segunda metade da vida, quando o homem, já tendo construído sua vida de relações de modo satisfatório, volta-se mais para seu mundo interno em busca de resgatar aquilo que foi abandonado e ficou à margem da realização do ego em sociedade.

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